ROMÂNTICOS
Fim da Linha
Ela, uma louca locomotiva;
As rodas cortavam o aço inocente,
E eu? – Mera alma parca e esquecida,
gravava as letras mortas da existência!...
Ela vai e vem, e deixa suas feridas...
O tempo ignora o tempo da carência...
Abrem portas e fecham portas sem saídas,
as rugas medem a rude vivência!...
A grilheta se romperá ao luar?
As águas correm... o mesmo tédio!...
A voz nunca muda... É o mesmo cantar!...
A visão se perde contra o Rei Sol
... muitas receitas, poucos são os remédios...
Termina e nasce outra vida maior!...
Carlos,
Ribeirão Preto, 30 de junho de 2004.
18h00 min.
|
|
|