O tal Zé
contava com convicção essa e outras “vantagens”
do papagaio, enquanto a tal ave faladora, que estava em seu ombro,
ficava indiferente a tudo e nem aí com a implicância
do farmacêutico que nem me atendia direito, ocupado que
estava em criar caso com o Zé.
Enquanto
cobrava a minha mercadoria ia resmungando contra o senhorzinho.
Confesso que também estava achando um pouco de exagero
as proezas do papagaio.
De repente, do nada, ouvimos o papagaio gritar:
-Vambooooora, Zé?!
O tal Zé
saiu com seu companheiro, sem olhar pra trás, mas sem disfarçar
o riso satisfeito!