
A CIDADE
DAS BARATAS
E lá chegamos eu, minha família, cunhada, sobrinhos com
suas esposas e filhos, 12 pessoas ao todo, para passarmos oito dias
maravilhosos na praia.
Mas nem tudo é perfeito. Ao chegarmos notamos que haviam mais
hóspedes que o previsto na casa. Baratas. Isso mesmo muitas baratas.
E eu, como todo mundo sabe, tenho pavor a baratas. Achamos, a princípio,
que elas estavam ali por descuido da proprietária ou mesmo porque
a casa estar fechada há algum tempo. Mas mesmo depois da mulherada
arregaçar as mangas e dar um show de limpeza no ambiente,
as danadas apareciam com freqüência.
A noite chegava... e baratas são como vampiros... hábitos
noturnos.
O jeito foi tomar muita cerveja e apagar esperando que o bafo as espantasse.
Pela manhã, apareceu o efeito devastador do remédio de
baratas,
digo veneno. Estavam ali defuntas ou moribundas e esperniantes.
E o cagão-mor da casa ali pensando: - Será que elas passearam
sobre mim?No banheiro da casa, havia uma porta um tanto quanto suspeita.
Tinha uma rachadura, local ideal para "elas" criarem e procriarem
suas imensas famílias. O Marcinho, marido da minha sobrinha,
corajoso e "meu herói" retirou a porta, escostou-a
na parede do lado de fora da casa e pelo buraco da rachadura esguichava
veneno sem piedade. Pegou um chinelo e começou a meter porrada
na porta. PQP!,
o que saiu de barata lá de dentro...
Tinha donzelas de todos os tipos, gordas, magras, de "salto alto",
voadoras, mal-formadas putz grila, parecia filme de terror. Ufa! Pensava
eu, agora foram exterminadas...até que enfim...
À noite, por precaução, tomei mais um porre. Acho
que tomaria de qualquer forma. O pessoal da casa saiu e ficamos eu minha
esposa e uma das filhas em casa. Estas sofrem do mesmo mal que eu: Medo
de baratas.
Lá pelas tantas me aparece uma enorme na parede. Alertado pela
filha que saiu saltitando pela sala, fiz o mesmo em solidariedade pulando
como uma perereca. Ficamos ali, do lado de fora da casa espiando a danada
na parede. De repente aconteceu o pior, ela saiu voando em nossa direção.
As mulheres não sabiam se gritavam ou pulavam e eu, se fazia
exatamente o contrário. Resultado: Ficamos acordados e fora da
casa até chegar um corajoso e eliminar o blastóide.
Assim foram 8 dias convivendo com estas lindas e adoráveis criaturas
de Deus na "Cidade das Baratas" mais precisamente CABO FRIO.
Por final, onde existia uma placa com os dizeres: "Aluga-se casa
para verão", usando de minha criatividade, fiz a modificação.
"Aluga-se casa: mais BARATA impossível".
Tirando o português incorreto, parece até crônica
de ficção, mas eu juro por Deus, tudo que descrevi é
a mais pura das verdades.
Bellinho
