Eu estava indo pra Campinas  (no banco do passageiro do carro do meu irmão)
quando senti "algo" subindo em minha perna. (Eu estava folheando uma revista tranquilamente) 

Comentei com o Mário, que dirigia sossegado e fui convencida de que era impressão. Continuei a ler.Senti de novo...e percebi que a baratona já estava perto do meu joelho (e eu de calça jeans!!!!). Gritei!!! Paramos o carro no acostamento e eu queria sair sem nem destravar ocinto de segurança. Sapateei tanto que a indecente caiu  ali dentro do carro. Qdo eu saí o Mário matou a nogenta e só muito mais adiante fui dar falta da revista que eu devo ter jogado longe na pista na hora do susto. Pior foi chegar na casa do meu irmão e ao contar pra ele, ouvir esse comentário:- Não fala que vcs mataram a Patti!
Rhumf!

Edna Feitosa

PS- Outro dia meu irmão me telefonou e disse:
-Edna, acabei com a família! Mas não fique preocupada não, eu tô bem...
Levei um susto e perguntei do que ele estava falando e ouvi isso:
-Falo da família da "Patti"...Vcs acabaram com a minha preferida e não fazia
mais sentido ficar com os parentes. Mandei baygon neles!

(falar o quê?)

 

 

A CIDADE DAS BARATAS

                    E lá chegamos eu, minha família, cunhada, sobrinhos com suas esposas e filhos, 12 pessoas ao todo, para passarmos oito dias maravilhosos na praia.
                    Mas nem tudo é perfeito. Ao chegarmos notamos que haviam mais hóspedes que o previsto na casa. Baratas. Isso mesmo muitas baratas. E eu, como todo mundo sabe, tenho pavor a baratas. Achamos, a princípio, que elas estavam ali por descuido da proprietária ou mesmo porque a casa estar fechada há algum tempo. Mas mesmo depois da mulherada arregaçar as mangas e dar um show de limpeza no ambiente,
as danadas apareciam com freqüência.
                    A noite chegava... e baratas são como vampiros... hábitos noturnos.
                    O jeito foi tomar muita cerveja e apagar esperando que o bafo as espantasse.
                    Pela manhã, apareceu o efeito devastador do remédio de baratas,
digo veneno. Estavam ali defuntas ou moribundas e esperniantes.
                    E o cagão-mor da casa ali pensando: - Será que elas passearam sobre mim?No banheiro da casa, havia uma porta um tanto quanto suspeita. Tinha uma rachadura, local ideal para "elas" criarem e procriarem suas imensas famílias. O Marcinho, marido da minha sobrinha, corajoso e "meu herói" retirou a porta, escostou-a na parede do lado de fora da casa e pelo buraco da rachadura esguichava veneno sem piedade. Pegou um chinelo e começou a meter porrada na porta. PQP!,
o que saiu de barata lá de dentro...
                    Tinha donzelas de todos os tipos, gordas, magras, de "salto alto", voadoras, mal-formadas putz grila, parecia filme de terror. Ufa! Pensava eu, agora foram exterminadas...até que enfim...
                    À noite, por precaução, tomei mais um porre. Acho que tomaria de qualquer forma. O pessoal da casa saiu e ficamos eu minha esposa e uma das filhas em casa. Estas sofrem do mesmo mal que eu: Medo de baratas.
                    Lá pelas tantas me aparece uma enorme na parede. Alertado pela filha que saiu saltitando pela sala, fiz o mesmo em solidariedade pulando como uma perereca. Ficamos ali, do lado de fora da casa espiando a danada na parede. De repente aconteceu o pior, ela saiu voando em nossa direção.                     As mulheres não sabiam se gritavam ou pulavam e eu, se fazia exatamente o contrário. Resultado: Ficamos acordados e fora da casa até chegar um corajoso e eliminar o blastóide.
                    Assim foram 8 dias convivendo com estas lindas e adoráveis criaturas de Deus na "Cidade das Baratas" mais precisamente CABO FRIO.
Por final, onde existia uma placa com os dizeres: "Aluga-se casa para verão", usando de minha criatividade, fiz a modificação. "Aluga-se casa: mais BARATA impossível".

                    Tirando o português incorreto, parece até crônica de ficção, mas eu juro por Deus, tudo que descrevi é a mais pura das verdades.

                                        Bellinho

Causos