Não quero tapar o sol com a peneira...
              Na verdade, tô mesmo é precisando falar de coisa boa, certo?
            Foi assim: hoje eu estava no ônibus circular e num certo trecho, uma pessoa (com comprometimento físico grande) que estava numa cadeira de rodas, pediu para avisar o motorista para parar no ponto.
          Bem, parar e fazer funcionar a plataforma elevatória é obrigação deles, mas o que me surpreendeu foi o cuidado e dedicação do motorista (e com um sorrisão estampado no rosto bastante cansado).
Ele a ajudou descer e nos fez um sinal pedindo um tempinho. Levou-a ao portão da casa que ela queria, abriu e fechou o portão, tocou a campanhia e voltou correndo para o ônibus, acenando com carinho para a moça.
          Fiquei olhando a atitude dele e senti uma ternura muito grande. Naquele momento não contava seu pequeno salário e nem o visível cansaço.
          Assim tb são os (bons) professores, médicos e todos os profissionais que querem fazer desse país e dessa vida, algo maior e muito melhor.
        Que bom que assisti a isso num dia em que estou buscando uma migalha qualquer de crença no ser humano.
          Valeu ter insistido na esperança e na ressurreição da bondade humana!

Edna Feitosa

 











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