Pensava
em ti, como uma pálida lembrança...assim
como um horizonte distraído
que não vê o sol se pôr.
A saudade desbotada distanciava tua
imagem que eu queria presente numa
urgência de quem prefere lágrimas,
que vazios...
Ouvi tua voz numa cor que antes nunca
ouvira. E pintei minha ternura com
a aquarela dos teus dias, na pressa
de compor com firmes pinceladas a
tela dos dias meus!
Depois sonhei a tua doçura
azul, enquanto escrevia versos sem
cor, construí castelo com lagos
e jardins...e enfeitei o trono prateado
onde planejei te colocar.
Mais tarde, cobri de estrelas o céu,
intensifiquei a claridade da lua,
pra te deixar dourado... E , com determinação,
voei alto rumo aos meus sonhos e inventei
versos coloridos.
Só então vaguei nos
horizontes pra assegurar que em alguma
cor ou em qualquer poesia, com certeza,
te encontraria!