Oi, amigos da Edna!


Sou Ana Suzuki e este é meu marido, Tadao Suzuki. Ele nasceu no Japão mas gosta de samba no pé. Eu nasci no Brasil mas gosto de haicai e tanka. Com esta cara, sou obrigada a apresentar, ainda que resumidamente, as minhas credenciais:

- Sou brasileira, descendente de italianos, espanhóis, portugueses e índios. Analfabeta em relação à língua japonesa. Entretanto...
- Fui budista durante quase quarenta anos, "estagiando" em várias seitas, nas quais apreendi muita coisa sobre o espírito japonês.
- Publiquei por um ano, no Correio Popular de Campinas, a coluna "Janelinha para o Japão", e simultaneamente em mais dez jornais da região.
- Dentre os dezesseis livros que publiquei, através de grandes editoras, quatro abordaram a cultura japonesa - três romances - O Jardim Japonês (premiado no VII Concurso Nacional de Romances e publicado em capa dura também pelo Círculo do Livro), Flor de Vidro e Jônetsu, além do infanto-juvenil "A Bruxa Japonesa".
- Fui premiada por três anos consecutivos pelo Bunka Kyokai (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa), em concursos de cultura japonesa, desbancando, como dona de casa, os cobrões da USP e de universidades dos EUA, Peru, Equador, etc. Desanimados, os organizadores puseram-me na comissão julgadora, sem direito a concorrer.
- Participei da antologia "100 Haicaístas Brasileiros", patrocinada pela Aliança Cultura Brasil-Japão, e sou amiga de importantes haicaístas, que me enviam seus livros.

Há outras coisas das quais não me lembro agora, mas o que interessa mesmo, na escolinha, é isto:
- Organizei e publiquei por muito tempo, no Jornal Paulista (atualmente Nikkey Shimbun - fusão daquele com o Diário Nippak), cursos de haicai em coluna diária e ilustrada, movimentadíssima, através da qual formei muitos haicaístas nikkeys. Era mais fácil, porque as pessoas dispunham de mais tempo do que agora (não era preciso sintetizar tanto) e porque não era necessário traduzir termos japoneses, às vezes intraduzíveis mesmo. Como na certa vamos formar uma classe muito heterogênea, peço desculpas àqueles que já sabem muito. Vamos fazer de conta que ninguém sabe nada e a professora sabe tudo, certo?

 

 

 

 

 



.