Mãe!
Hoje
eu não quero ser teu
herói
nem a tua grande desilusão.
Como quando criança
eu fazia...
quero apenas...o teu colo...
Prometo que não amolo
com aquela discussão
de castigo e rebeldia.
Hoje eu quero ser de novo
a razão de tuas dores
de parto,
o teu produto, a tua criação...
...a tua cria.
Quero sentir de novo...
teu calor de mãe parida,
teu instintivo zelo e devoção...
o teu útero...o teu
seio...
e as batidas do teu coração.
Hoje eu quero teu carinho
como um filhote recém-nascido,
e me achego em teu colo de
mansinho,
sem ter de perdoar e nem de
pedir perdão.
Apenas...deixo o passado pelo
caminho
e me apego no que ainda creio...
o amor sem causa...sem interesse...
...sem condição.
ijg