Indagado
por
Carlos
o
que
Pedro
estaria
fazendo
na
Rodoviária,
ouviu
a
resposta
inesperada:
-Estou
roubando
tchau!
Sem
entender,
Carlos
lhe
pediu
explicações
e
ouviu
dele
o
seguinte:
-Como
estou
numa
fase
de
extrema
carência,
tenho
vindo
aqui
fazer
tchau
e,
como
não
conheço
as
pessoas
que
estão
saindo
de
viagem,
na
verdade
estou
roubando
tchaus
que
não
são
meus,
mas
que
me
fazem
um
grande
bem.
Acostumado
com
o
senso
de
humor
de
Pedro,
Carlos
não
deu
importância.
Ambos
riram,
e
cada
um
seguiu
seu
destino.
Algum
tempo
depois,
participando
de
um
curso
de
voluntariado,
Carlos
se
lembrou
de
Pedro
e
só
então
parou
para
analisar
o
que
tinha
por
trás
dessa
situação
aparentemente
bem-humorada,
mas
que
poderia,
em
realidade,
conter
uma
tristeza
muito
grande
e
um
sutil
pedido
de
ajuda.
(“É
preciso
ver
com
o
coração”,
disse
o
criador
do
Principezinho.
E
Exupéry,
sem
dúvida,
entendia
de
gente!...)
Edna
Feitosa
12/03/08/21.32h
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