Trieto: Edna Feitosa. Vera Mussi e Cris Cervo


MENTIRAS

Que direito tinhas
De alimentar ilusões
Fazendo-me acreditar
Que construias pontes
Enquanto me arrancavas o chão?

Nem a lua me interessa mais!
Ou mesmo os versos de brinquedo
Agora importa o pão, o chão!
O falso chão...
O resto de faz-de-conta...
Ilusão de algodão doce.

Acreditei na esperança
Irresponsavelmente alimentada
E na armadilha que inventaste!
Acreditei nas flores sempre-vivas
Que cobriam o camuflado abismo

Cúmplice de tua irresponsabilidade
Deixei-me enganar
Apoiei-me na derradeira paz
E vi escorrer entre os dedos
A última gota de esperança.

Bem feito pra mim!
Eu não quis ver!
Não havia ponte,
Não havia paredes e nem chão!
E meus passos eram a única verdade
De tua inútil mentira!

Edna Feitosa
24/01/05

Mentiras

Decadentes todos os direitos
Do reú confesso
mentindo e inventando paixões
e falsas emoções !

Puras ilusões restaram
nos céu da lua distante...
Só anversos
por conta
dos inúteis versos
Falsas emoções !

Entreguei-me
às cegas
nas tuas invenções
Ilhas camufladas
Mares ...
perfumes e fragrâncias
inúteis...
Circunstâncias !

Gota a gota
escorreu da minha dor
Eterna esperança
Conquistei a paz
da cumplicidade
Plena fidelidade...
Enganei-me
em plena maturidade !

A única verdade
precisou da tua mentira !
Destruiste a ponte
de um amor sem
destino para cumprir
Fiel a mim ...
Só o fim !

Vera Mussi
24.01.2005
17:00 h

MENTIRAS

(Cris Cervo)

Minto... se eu disser que me esqueci,
Dos abraços e dos beijos
Que eu já ganhei de ti...
Minto... em dizer não ter saudade,
Da grande felicidade,
Que com você eu conheci...
Minto... em dizer que tanto faz,
Que hoje não te quero mais,
Que esse amor ficou pra trás...
Minto... te fazendo acreditar
Que o amor já se passou,
Que o desejo se apagou...
Minto... em dizer o que não sinto,
Insistindo que não minto
Te fazendo em tudo crer...
Minto... e essa mentira me entristece,
Porque minha alma não te esquece
Mesmo que eu queira esquecer.
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Escritos dos Amigos





 

 



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