Versos de Minha Rua!
Bernardino Matos.
A
história de minha rua,
tem
meu nome escrito nela,
sonhei
em noite de lua,
jamais
me esquecer dela.
Eu guardo na minha mente,
o
tipo de cada casa,
o
rosto de minha gente,
o
sol quente feito brasa.
Ali,
vivi minha infância,
Rua
15 de novembro,
mil
metros era a distancia,
da
escola, inda me lembro.
Foi
lá no Grupo Escolar,
que
eu aprendi a ler,
comecei
a soletrar,
o
beabá do sofrer.
Levei
muita da reguada,
esse
era o argumento,
da
professora, coitada
o
seu disciplinamento.
Minha
merenda escolar,
um
naco de rapadura,
quando
tinha o que levar,
mas
não havia amargura.
Era
costume à tardinha,
colocarem
nas calçadas,
cadeiras
e cada vizinha,
narrava
as águas passadas.
Ainda
guardo comigo,
como
uma fotografia,
o
tipo de cada abrigo,
a
dor de cada agonia.
Ali,
na Rua do Fogo,
um
beco em frente de casa,
todo
dia tinha jogo,
a
tristeza era rasa.
Enquanto
vida eu tiver,
levarei
essa saudade,
não
foi um tempo qualquer,
foi
minha realidade.
Fortaleza,
18/11/06