No meio do meu caminho tinha uma tela...


              Faz algum tempo que minha inspiração pra pintar saiu de viagem e eu fico procurando nas rotas mais incríveis, na esperança de encontrar ao menos uma sementinha artística, um brotinho...algum sinal colorido...um arco-íris entre gotas e raios.
             Recomecei a fazer cartões com os desenhos de giz, como eu já fiz uma época da minha vida. Eles são vendidos na livraria do Centro (Kardec) e uma parte do ganho vai pra uma creche e eu fico com outra parte. Não rende assim algo tão significativo, mas sempre ajuda, além de ser muito prazeroso. É arte também....mas as tintas....os pincéis...puxa! Tem até uma tela em branco na parede há um tempão...
             Acontece que sábado à tardezinha, eu saí pra caminhar um pouco e foi aí que vi na calçada uma tela! Sim, estava lá empoeirada pro lixeiro levar.
Fiquei pensando que o(a) ex dono(a) dela talvez tivesse desistido de encontrar inspiração e a descartado...mas entre uma tela na parede, servindo de poleiro pra pardalzinho (vide foto) e duas telas me cobrando atitude, não hesitei! Eu a trouxe pra casa!
             À noite fiquei pensando que não foi por acaso que encontrei essa tela no meu caminho, afinal não é uma cena comum alguém jogar fora uma tela em branco...Eu acredito que isso foi um empurrão e eu não tô grudada no chão; fui empurrada e o jeito foi ir pra frente...Tô apostando nessa magia dos deuses das artes!

Edna Feitosa
(18/05/09)

Apenas uma tela deixada....

José Ernesto Ferraresso

Havia uma tela no meio do caminho,
e no meio do caminho perdida
estava uma inspiração.
Andando de um lado para outro,
fez ressurgir uma emoção.

Emoção que veio de um momento para outro,
ou de instante para outro qualquer,
mas tenho certeza que esta tela branca
vai ser aproveitada com todo o amor,
que você tem em seu coração.

Serra Negra
18/05/09 20:28h
http://www.joseernesto.com/

Em tela branca
Faz-se o retrato da vida
Pincéis e cores
Trazem sempre um reviver
Mudam os caminhos da alma
E traduzem tristeza
Em esperança

Luz divina se faz presente
Inspiração e aviso
Nos carregam e mostram
O caminho da fè

Pinte o amanhã
E que a paleta de cores
Expresse por tuas mãos
A alegria das próximas manhãs.

Seja feliz e esteja com Deus minha amiga.

Renato Baptista

Visite o meu site: www.poesiaseescritos.com
O meu Blog: http://academiadapoesia.blogspot.com
E o Blog de Crônicas e Contos meu e do meu filho Arthur: http://escrevendocomarte.blogspot.com

No meio do caminho tinha uma tela...

No meio do caminho tinha uma tela
Tinha uma tela no meio do caminho
e eu? Nã hesitei, e a trouxe para casa
a tela em branco, os sonhos em azul
de nuvens cor-de-rosa estavam longe
do meu caminho
mas, no meio do meu destino
tinha uma tela e dela
vou fazer não só
o meu pranto de alegria rolar
mas, a sabedoria das tintas
nela adoçar o caminho...
no meio do cainho tinha uma tela
e nela meu destino de ser e dar felicidade
a quem nela se propuser a apreciar
no meio do caminho tinha uma tela
tinha uma tela no meu caminho...

Rosy Beltrão
(inspirado no texto de Carlos Drumond de Andrade e na
história de Edna Feitosa, essa linda e amiga artista de tantas artes inspirada por Deus)

10:14 h 19/05/2009
http://www.clips-poemas.com/



Agora pensemos nos olhos que as vêem.
Será que se direcionam da imagem maior para a menor
Será que se direcionam da menorzinha para a maior
não importa ....... porque no final ao vê-la enxerga-se apenas beleza.

Gerson Aluísio

Tinha uma artista no meio do caminho
E a tela foi ao seu encontro
Suplicando-lhe: Preencha-me
Estou cansada do vazio!!!!!!

Regina Coeli
http://wwwcanteirosblogsportcom.blogspot.com/


SÓ ISSO

Lílian Maial

Isso que eu sinto, de olhar as coisas,
de apenas sentir a brisa e não querer atribuir-lhe o que não é,
de ser grata que a brisa seja apenas brisa
e não a metáfora rota de um passarinho.
Isso que eu tenho, de perceber que a espuma do mar é só espuma
e não um portal de energia cósmica confluente
e, mesmo assim, gostar de deixar que me lamba os pés.
Isso que eu dou, quando sinto amor,
e que nunca deixo de ter no colo,
essa ternura de um sorriso de intimidade com o amor do outro.
Isso que eu supunha existir, uma verdade absoluta de dentro do espírito,
uma transparência de água límpida,
um brilho exultante de um ser humano que penetra o vazio
e o preenche.
Isso que eu vejo, de não me curvar no meu íntimo,
mesmo que todos os poros cantem uma canção diferente,
ainda que meu corpo todo aparente aceitar o cabresto,
enquanto eu e a outra eu confabulamos, às gargalhadas,
a maneira mais marota de transgredir
e a menos dolorosa de queimar na fogueira.
Isso que eu passo, de viver sob rígidas regras,
de me sacrificar pelo que é certo,
de abrir mão de qualquer coisa,
e que muito poucos percebem o quanto me divirto em ser assim.
Isso tudo é quase nada,
e se desfaz com a outra face que não dei
e, apesar disso, um pouco mais cansada e ferida,
ainda posso ter a brisa e sentir-lhe o sopro,
ainda corro atrás da espuma e rio com o mar,
ainda transbordo um amor intenso e puro,
e me inundo de uma alegria súbita a qualquer momento,
e brilho noite e dia,
feito vaga-lume atrapalhado,
que se pensa iluminado só à noite,
mas que não tem hora de apagar.

Site da autora: www.lilianmaial.com

A TELA ENCONTRADA

Fatima Abrantes

Tela, telhado, letreiro...Aviso!

Sem querer certeiro

no alvo há tempo almejado.

De ter que ser ciente do dever contratado

Do compromisso assumido, desejado

De na Terra compor em cores a luz contra os horrores

De espalhar a fé, a graça, alegria, os amores...


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