IRREVERÊNCIA POÉTICA
Quero sonhar
que escrevo
palavras de amor no teu dorso
e que as recito ao teu ouvido.
Estas palavras sim, são imortais!
As regras que
se danem!
Quero apenas continuar assim:
enluarada como eu só;
com a sensação de estar sendo livre
porque penso, sofro, rio,
canto, quero...
Tenho urgência
de vida!
Não quero desistir de sonhar
Não quero pensar pra escrever
Não quero ter que querer...
...Continuo sonhando
que escrevo em teu dorso
sem perguntas nem explicações.
E, se tiver que acordar, que seja longe
onde as respostas já não fazem sentido
e meus poemas possam ser lidos
sem que eu os tenha que escrever!
Edna
Feitosa
30.05.03