Aula 6



INTRODUÇÃO

R esolvi dividir em três partes no mínimo, os acentos diferenciais.
Alguns usei poucas vezes na vida, porque sempre me pareceu que eram ridículos. Pra que diferenciar, por exemplo, pelo de gato de pelo caminho, se estava na cara que uma coisa não era a outra? Se comi pera, não era lógico que estivesse falando de fruta? É com alegria, pois, que iniciamos esta limpeza:

REGRA NÚMERO 4
Primeira Parte

Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

COMO ERA

Ele pára o carro.
Ele foi ao pólo Norte.
Ele gosta de jogar pólo.
Esse gato tem pêlos brancos.
Comi uma pêra.


 

COMO FICA

Ele para o carro.
Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pera.




ATENÇÃO!

- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

Comentários?

1. Gostei. Foi como doar um vestido que nunca usei, porque não combinava comigo.
2. Acho racional distinguir pôde de pode. Sempre usei o acento no pretérito, senão dava bode.
3. Demorei a entender a segunda exceção, isso de pôr e por. Mas achei uma desculpa, mais ou menos assim:
"Ele foi por ali" (foi por aquele caminho) é diferente de "Ele foi pôr ali" (foi colocar ali).

Ana Suzuki

 



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