Em um belo
dia de verão, um
cervo chegou até junto a um regato,
com
muita sede.
Quando inclinou a cabeça, viu
na água a própria imagem e exclamou, orgulhoso:
- Oh, como
eu sou bonito e que bonitos são meus chifres!
Aproximou-se
mais e viu o reflexo das próprias pernas dentro da água:
- Mas como
são finas as minhas pernas . . . - observou com tristeza.
Nesse
momento surgiu um leão
que saltou sobre o cervo.
O cervo
disparou pela campina, com tanta velocidade que o leão não pôde
pegá-lo. Aí, o cervo entrou por dentro da floresta e logo os
seus chifres se embaraçaram nos galhos das árvores. Em poucos
instantes o leão saltava
sobre o prisioneiro.
- Ai de
mim! - gemeu o cervo. - Senti orgulho de meus chifres e
desprezei minhas pernas . . . no entanto, estas me salvariam e
estes causaram minha perda . . .
Moral da
história:
"Muitas
vezes desdenhamos daquilo que temos de melhor."