Não
bastasse a fome que consome, não bastasse a
miséria, a ignorância , as pestes e as doenças,
o homem ainda ousa reinventar a guerra,
ousa fazer ameaças, ousa espalhar desgraças e pavor,
falando de Paz ...
A Paz ,que pretende todas as bênçãos, não
pode ser
concebida entre rajadas de metralhadoras, entre granadas e explosivos
ultra poderosos,
não dilacera corpos, não desperdiça vidas,
não quer uma nação de órfãos,
não extermina crianças, não chega sorrateira
dentro das noites, não acende os clarões do
desespero, não quer que o sol testemunhe a realidade destroçada
pelas mãos do ódio.
A Paz não é preconceituosa. Escuta, reflete, entende,
cava túneis e estabelece pontes, nada que faça é
sacrifício, pois tudo é ideal cravado
no fundo do peito, é dever e é direito. Ela abraça,
estreita, protege, repete e se repete
incansavelmente, na tentativa de um entendimento que não
afaste o outro, mas que torne
o próximo ainda mais próximo ...
A Paz não é um monossílabo , mas um conjunto
de todas as
palavras que possam expressar o Bem e a União entre os
povos, por mais diferentes
que sejamos, pois é sobre a mesma Terra que pisamos, é
sob o mesmo céu que nós
estamos, somos da mesma espécie e também somos,
todos, habitantes do mesmo
planeta azul.
Não é justo que, em nome da Paz, a juventude não
possa
florescer, que o mais forte assombre o pequenino, que obscuros
interesses
prevaleçam, que as piores armas estejam no pensamento,
gerando atos de violência.
A guerra é a maior das covardias, é o prejuízo
da
maioria, é um mal sem medidas.
Assim sendo, não há justificativa para qualquer
guerrra,
pois nada que nos faça o mal, pode ser para o nosso bem.
- Que Deus desarme o coração dos homens !