
Às
vezes, a vida se assemelha a verdadeiros
labirintos.
Enveredamos por caminhos na certeza
do rumo certo e
quando chegamos ao final, portas
fechadas,
só nos restando voltar e
tentar nova caminhada, tal
se a vida fosse uma constante procura,
eterna busca de algo imperceptível.
Alguns param, outros perseveram.
Mas a escolha é pessoal e intransferível.
Quando pensamos ter finalmente acertado,
eis que mais
uma porta se fecha perante nossos
olhos aflitos e
cansados, nos restando somente lágrimas,
e, muitas vezes, nenhum consolo.
Nesses instantes, nos esquecemos que
somos a
pessoa mais importante de nossas vidas
e que a maior
busca que devemos empreender é
para dentro
de nós mesmos, não nos
preocupando com o mundo
exterior, conseqüência
que é do nosso reflexo.
Assim, se a vida continuar se assemelhando
a labirintos, não duvidemos:
sejamos luz, irradiando harmonia e
calor,
por mais que as portas continuem fechadas
e
tenhamos de sempre, mais e mais,
perseverar em nossos caminhos, em
busca
das portas abertas dos nossos
ideais mais íntimos.
Serena

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- 2005