
QUANDO
AS FLORES SÃO RARAS
Uma
jovem tinha tudo na vida
Casa, marido, filho, emprego, um lar!
E unidos formavam uma família querida
Mas, ela não conseguia tudo conciliar!
Para bem administrar tudo isso
O tempo era pouco e lhe faltava.
Não dava conta do compromisso
E sempre alguém dela reclamava!
Se atendia melhor o marido
O filho ela, porém esquecia...
E se atendia os rogos do filho
O emprego logo a requeria...
Quem a observava tudo de longe via,
Que o quanto ela mais se desdobrava
Mais sem perceber ela esquecia
Que seus amores sem ver prejudicava!
E seu pai, homem muito amoroso,
Deu-lhe de presente, para ela cultivar:
Uma linda flor rara de perfume gostoso
E disse: Cuida e isso vai lhe ajudar!
Terá somente que algum trato lhe dar
Regá-la, podá-la e o mais importante:
É por alguns instantes com ela conversar!
E a jovem emocionou-se naquele instante.
Mas o tempo passou depressa
E os problemas a se multiplicar
A deixava confusa na pressa
E a flor preciosa deixou de cuidar!
E mesmo sem cuidados ganhar
A flor continuava assim tão bonita
E ela só de longe olhava e passava
Até que um dia morreu a flor bendita!
E viu que não havia mais outro jeito
De a flor reanimar, então ela chorou...
Um sentimento doía em seu peito
E o conforto do velho pai ela procurou!
Filha! O que lhe aconteceu eu já esperava
E digo que não posso lhe dar uma outra flor
Porque não existe mais no mundo outra igual
É como seu marido, filho e família, meu amor!
Todos são bênçãos que a vida pode lhe
dar
E uma coisa importante você tem que aprender
Como uma flor pode sem cuidados acabar
Os sentimentos das pessoas também podem morrer!
Você, com aquela flor ali, se acostumou,
Pois ela estava sempre naquele lugar
Viçosa, bela e perfumada e nem notou,
Que sem o seu cuidar ela podia murchar!
E ficou uma lição para sempre se rever:
A nossa vida está repleta de raras flores!
E o mais importante não se pode esquecer:
Temos que cuidar bem dos nossos amores!
Texto poético (adaptação) e Fotos:
Sérgio Avelhaneda

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