ONDE ESTÁS, MAMÂE?

Desde quando por gente me entendo
Aos carinhos de minha mãe eu me rendia
Que sempre docemente vivia me envolvendo
Em caricias e proteção que sempre tive todo dia!

Mas em um triste dia ela se foi e hoje
Mesmo já crescido eu ainda me sinto
Às vezes como filhote de ave sem a mãe
Olhando o mundo com olhos de espanto!

E tentando não sofrer eu vou vivendo
Sonhando com a paz vou trabalhando
Devagarinho vou o bem fazer aprendendo
E escuto: Vejo-te filho, continuo te amando!

De todas as coisas que na terra temos
A que mais me faz lembrar de Deus
(Esse Pai que sentimos, mas que ainda não vemos)

É a solicitude de uma alma mulher a assistir
Ao filho que aprende a voar em caminho só seus
Mesmo sabendo que um dia sozinho vai deixá-lo partir!


Sérgio Avelhaneda

 


 

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