Será
que Deus atende mesmo a todas as orações? Jesus
nos afirmou que tudo o que pedíssemos ao pai em seu nome,
ele nos concederia.
Mesmo assim, a debilidade da nossa fé, vez ou outra, faz
com que nos perguntemos: atenderá verdadeiramente?
Afinal, quantos de nós já formulamos rogativas ao
Criador, que jamais foram atendidas?
Haverá algum detalhe que nos escape e que, assim sendo,
nos credencie a sermos atendidos por Deus ?
Os mais extremistas, até revoltados, ante seus problemas
não solucionados pela divindade, chegam a admitir a parcialidade
divina que atende a uns, em detrimento de outros.
Contudo, assim não é. Ocorre que, vezes inúmeras,
não nos apercebemos que Deus nos responde, embora nem sempre
da exata forma que desejaríamos.
Mas, com certeza, sempre é o melhor que o pai dispõe.
Recordamo-nos de um soldado americano, ferido durante a Guerra
civil.
Após o ferimento, seguiram-se meses e meses de sofrimentos.
O sofrimento atingiu o auge ao se dar conta que se tornara um
deficiente físico.
A radical transformação em sua vida abriu-lhe, no
entanto, inusitados horizontes que ele sintetizou em uma oração.
Oração que talvez se constitua em uma das mais belas
páginas escritas por um deficiente físico.
Conforme a tradução livre, do original inglês,
diz ele:
Pedi
a Deus que me desse força, para tudo conseguir...
Fui feito fraco para aprender a obedecer.
Pedi a Deus por saúde, para realizar coisas grandiosas...
Fui feito doente para realizar coisas difíceis.
Pedi a Deus por riquezas, para comprar felicidade...
Fui feito pobre, para vender sabedoria.
Pedi a Deus que me concedesse poder, para que os homens necessitassem
de mim...
Fui feito insignificante, para sentir a necessidade de Deus
...
Pedi a Deus por tudo isso, para poder gozar a vida...
Foi me dada a vida para poder avaliar seu gozo.
Não recebi nada do que pedi mas obtive tudo aquilo
de que necessitava.
A despeito dos meus erros, as preces que não fiz foram
atendidas.
E, dentre todos os homens, eu me considero o mais ricamente
abençoado.
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O entendimento do soldado ferido que se tornou um paralítico
anônimo nos dá a tônica de como Deus ouve nossas
preces e as atende, sempre de acordo com o que seja melhor para
nós.
Afinal, muitas vezes passamos a valorizar as pequeninas e preciosas
coisas da vida, quando elas nos são retiradas.
Quantas
vezes você já dirigiu uma prece a Deus e não
recebeu resposta?
Não é raro pedirmos pela recuperação
da saúde de um familiar, e mesmo assim ele morre.
Acreditamos que Deus não nos ouviu.
Pedimos auxílio ao Pai celestial para as nossas dores.
E muitas vezes as dores aumentam, levando-nos quase ao desespero.
No entanto, os que têm fé afirmam que Deus sempre
responde às nossas orações. Será mesmo?
Emy tinha apenas 3 anos de idade. Vivia em um lugar maravilhoso
dos estados unidos, em frente ao mar.
Sua família era cristã. Ela fora alimentada, desde
o berço, por orações e Evangelho.
A família ia ao templo religioso e fazia, no lar, o estudo
sistemático do Evangelho.
Emy amava sua família e admirava os olhos azuis de seu
pai, de sua mãe e de seus irmãos.
Todos, em sua casa, tinham olhos azuis. Todos... menos Emy!
O sonho de Emy era ter olhos azuis da cor do céu. Como
ela desejava isso!
Certo dia, na escola de evangelização, ela ouviu
a orientadora dizer que Deus sempre responde a todas as orações.
Passou o dia pensando nisso.
À noite, na hora de dormir, ajoelhou ao lado da sua cama
e orou.
Sua prece foi um misto de gratidão e de solicitação:
“Senhor Deus, agradeço porque você criou o
mar que é tão grande. Tão bonito e tão
feroz. Agradeço pela minha família. Agradeço
pela minha vida. Gosto muito de todas as coisas que você
faz. Mas, eu gostaria de pedir, por favor, quando eu acordar amanhã,
descobrir que os meus olhos ficaram azuis como os de minha mãe.”
Ela acreditou que daria certo. Teve fé. A fé pura
e verdadeira de uma criança.
Pela manhã, ao acordar, correu para o espelho e olhou.
Abriu bem os olhos e qual era a cor deles?
Bem castanhos! Como sempre haviam sido.
Bom, naquele dia, Emy aprendeu que “não” também
era resposta. Do mesmo modo, agradeceu a Deus. Mas não
entendia muito bem porque ele não a atendeu.
Os anos se passaram. Emy cresceu e se tornou missionária,
na índia.
Entre outras atividades, ela se devotou a resgatar crianças
que eram vendidas pelas suas próprias famílias,
que passavam fome.
Para isso, ela precisava entrar nos mercados infantis, onde aconteciam
as vendas.
Naturalmente, para as comprar para Deus, como dizia, precisava
não ser reconhecida como estrangeira.
Então ela passava pó de café na pele, cobria
os cabelos, vestia-se como as mulheres do local.
Desta forma, entrava nos mercados de crianças, podendo
transitar tranqüila, pois aparentava ser uma indiana.
Certo dia, uma amiga olhou para ela disfarçada e lhe disse:
Puxa, Emy! Você já pensou como faria para se disfarçar
se tivesse olhos claros como todos os de sua família?
Que Deus inteligente, não? Ele deu a você olhos escuros,
pois sabia que isso seria essencial para a missão que lhe
confiou.
O que a amiga não sabia é que Emy chorou muitas
noites, em sua infância, por não ter olhos azuis...
Deus está no controle de tudo. Ele conhece cada lágrima
que já rolou dos seus olhos.
Ele sabe que talvez você desejasse olhos de outra cor, ou
cabelos mais lisos, ou encaracolados, ou mais espessos.
Não chore se os seus olhos continuam castanhos ou azuis,
ou pretos, e você os deseja de outra cor.
Não se entristeça se você ainda não
foi atendido como gostaria.
Tenha certeza: Deus tem o controle de tudo.
E o “não” de Deus, hoje, em sua vida, é
o melhor para você.
Um
homem ficou muito enfermo e sua filha, preocupada, pediu a um
amigo que fosse conversar com ele.
Ela sabia que o pai precisava muito de orações e
como não o via orando, pediu ao seu amigo que o visitasse
e orasse com ele.
Quando o amigo entrou no quarto, encontrou o pobre homem deitado,
com a cabeça apoiada num par de almofadas.
Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que levou o visitante
a pensar que o homem estava aguardando a sua chegada.
“Você estava me esperando?” – perguntou.
“Não. Por que?”, respondeu o homem enfermo.
“Sou amigo de sua filha. Ela pediu-me que viesse orar com
você. Quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua
cama, imaginei que soubesse que eu viria visitá-lo.”
“Ah, sim, a cadeira... Você não se importaria
de fechar a porta?”
O visitante se ergueu e fechou a porta. O doente então
lhe confidenciou:
“Nunca contei isto para ninguém. Passei toda a minha
vida sem ter aprendido a orar. Quando entrava em alguma igreja
e ouvia falarem a respeito da oração, de como se
deve orar e os benefícios que recebemos através
dela, não queria saber de orações.”
As informações entravam por um ouvido e saíam
por outro. Eu achava tudo sem sentido.
Assim sendo, não tinha a mínima idéia de
como se deve orar. Então, nunca me dispus a fazer uma prece.
Alguns anos atrás, quando a doença começou
a se manifestar em meu corpo, conversando com meu melhor amigo,
ele me disse:
Amigo, orar é simplesmente ter uma conversa com Jesus e
isto eu sugiro que você não deixe de fazer. Vou lhe
ensinar um método bem simples.
Você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia
na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina
que Jesus está sentado nela, bem diante de você.
E não pense que isto é loucura, pois ele próprio
prometeu que estaria sempre conosco.
Portanto, você deve falar com ele e escutá-lo, da
mesma forma como está fazendo comigo agora.
Achei aquilo muito interessante. Minha resistência foi sendo
vencida e decidi experimentar. Senti-me meio sem jeito, da primeira
vez, mas um grande bem estar me encheu a alma.
Desde então, tenho conversado com Jesus todos os dias.
Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me
veja, pois tenho medo que se ela souber que fico falando desta
maneira, me interne em uma casa para doentes mentais.”
O visitante sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo.
Aquele homem tinha muitas dificuldades para orar e alguém,
de uma maneira bem psicológica, lhe ensinara um método
para vencer a muralha que parecia intransponível.
Juntos, ali mesmo, oraram, e depois o visitante se foi. Dois dias
mais tarde, a filha lhe comunicou que seu pai havia morrido.
E narrou da seguinte forma: “quando eu estava me preparando
para sair, ele me chamou ao seu quarto. Disse que me amava muito
e me deu um beijo.”
Quando eu voltei do mercado, uma hora mais tarde, já o
encontrei morto. Porém, há algo de estranho em relação
à sua morte. Aparentemente, antes de morrer, ele chegou
perto da cadeira que estava ao lado da cama e recostou a cabeça
nela. Foi assim que eu o encontrei.”
Na oração, o sentimento é tudo. O divino
mestre sempre se fez presente ao lado dos simples e dos necessitados.
Ao nos ensinar uma fórmula para orar, ofereceu-se como
intermediário entre Deus e os homens.
Desta forma, se o seu coração está ferido,
se você se sente sozinho, comece hoje a orar a Jesus.
Um enorme transatlântico partiu de movimentado porto rumo
a outro continente. Do convés, os passageiros acenavam
lenços e agitavam mãos, em manifestações
de adeuses.
No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lançavam
beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho.
Pouco depois os que se encontravam no convés, ainda observando
os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas
prateadas acompanhando o imenso navio.
O seu vôo atraiu a atenção de quase todos,
tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas
voltas, ao redor da enorme máquina concebida pelo homem.
Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou ameaçador.
Ondas de espuma se levantavam ao açoitar dos ventos violentos.
Esboçou-se no firmamento uma tremenda tempestade. Com suas
possantes máquinas, o navio cortava as vagas agitadas e
parecia fazê-lo com dificuldade, dada a presença
dos elementos da natureza em convulsão.
Um dos poucos viajantes que até então permanecia
no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou.
Como podiam elas, com suas asas tão débeis lutar
contra o tufão, desamparadas nos céus? Elas nada
tinham além do próprio corpo para o enfrentar.
Suas asas resistiriam ao vento implacável, se o possante
navio, com suas máquinas que representam milhares de cavalos
resistia com dificuldade ao tempo torrencial?
De repente, aquele homem que estava tão compadecido das
avezinhas do mar, ficou perplexo. É que as pequenas gaivotas,
estendendo as asas que Deus lhes deu abandonaram o navio na tempestade
e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa região
serena dos ares.
E a máquina, representando a ciência humana, prosseguiu
na sua luta penosa para resistir à fúria dos elementos.
Em nossas vidas ocorre de forma semelhante. Quando pretendemos
lutar unicamente com nossos próprios meios, encontramos
o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam
a alma e maceram o corpo.
Contudo, se utilizarmos os recursos da oração alcançaremos
as possibilidades das asas das gaivotas.
Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das
tempestades do cotidiano e voar placidamente.
Envolvidos pelas luzes da prece, alcançaremos regiões
que o vendaval das paixões inferiores não alcança.
Fortificados pela oração, enfrentaremos o mar agitado
dos problemas, a fúria das vicissitudes, e chegaremos ao
porto seguro que todos almejamos.
***
Quando o triunfo nos alcançar ou quando sofrermos aparentes
quedas, busquemos Jesus e falemos sem palavras ao Seu coração
de Mestre e Amigo.
Condutor vigilante de nossas almas, Ele assumirá o leme
da frágil embarcação das nossas vidas, permitindo-nos
singrar o mar agitado das nossas dores, com coragem e segurança.
Lembremo-nos sempre que a nossa conduta ideal será sempre
orar antes de agir, a fim de evitar que procedamos de forma imprevidente,
o que nos conduziria ao desespero e a maior soma de dores.
Fontes de consulta: Textos diversos do site:
www.momento.com.br
Foto: Sérgio Avelhaneda

