REGRAS DE OURO PARA SER FELIZ


Palestra apresentada por Sérgio Avelhaneda na Sociedade Allan Kardec de Estudos Espíritas na noite de 16/11/2008.


Qual será o segredo do sucesso? Por que determinadas pessoas se destacam pessoal e profissionalmente enquanto outras ficam à margem da sociedade?
Houve um legendário homem de negócios, um dos propulsores do progresso nos Estados Unidos da América do Norte que desejou ter resposta a essas perguntas.
Ele se chamava Andrew Carnegie e, para conseguir o seu intento, financiou todas as despesas de uma pesquisa, durante nada menos de 25 anos.
Durante esse período deveriam ser entrevistadas pessoas de sucesso. As suas respostas seriam catalogadas de forma a que se pudesse chegar a um denominador comum.
O resultado da pesquisa deveria ser leitura e estudo obrigatório de todas as pessoas e de todas as escolas, pensava o visionário americano.
Ele colocou à frente da pesquisa um nome respeitado por todos os consultores e pessoal ligado à capacitação e desenvolvimento humano: Napoleon Hill.
Durante um quarto de século a pesquisa séria foi desenvolvida. E como resultado, foi publicado um livro chamado A lei do triunfo.
Nele, Napoleon Hill apresenta 16 lições para se alcançar o sucesso.
Uma dessas lições ele denomina regra de ouro e, conforme seu autor, deve ser a base de toda conduta humana.
Qual é essa regra de ouro?
Nunca fazer aos outros aquilo que não deseja que lhe façam.


Há mais de 2000 anos, a mais ilustre personalidade que a Terra conheceu, já ditara a regra áurea.
À margem do lago, nas estradas da Galiléia, nas sinagogas, Ele proclamou: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.
Fazei ao outro o que desejardes vos seja feito.
Ele era um Galileu, um Rabi, o Messias aguardado e anunciado.
Disse da felicidade ao servir ao seu semelhante, da conquista do Reino dos céus a todos os que exercitassem o amor.
Ele falava como quem tinha autoridade porque, ninguém como Ele, tinha conhecimento dos seres que habitavam esse planeta.
Todos, ovelhas do rebanho que o Pai Lhe confiara à guarda.
Tendo realizado toda a trajetória de luz, detinha a ampla ciência dos destinos da criatura.
Por isso, as normas que legou à Humanidade e foram enfeixadas em capítulos e versículos se denominou: Evangelho.
Evangelho quer dizer Boa Nova, boa notícia. Notícia que vem falar de felicidade, apontar roteiros, dizer que todo sofrimento é transitório.
Só a felicidade é perene. E ela pode ser alcançada a qualquer tempo, bastando que a pessoa realize o gesto no sentido de detê-la entre seus dedos e usufruí-la na intimidade de sua alma.
E o maior sucesso que uma pessoa pode almejar para a sua própria vida é ser feliz.
Pense nisso!


PARA NÃO SER INFELIZ:
É bastante comum reclamarmos do sofrimento ou das dores que nos atingem.
Contudo, muitas vezes, tais condições são provocadas por nós mesmos.
De um modo geral, costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo exageradamente sensíveis.
Assim, reagimos muito mal a fatos insignificantes e, por vezes, levamos as coisas para o lado pessoal.
À conta disso, muitas irritações no dia a dia, podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento.
É uma tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós.
Conta-se que dois amigos foram a um restaurante para jantar. Eles não tinham nada importante para fazer em seguida.
Podiam comer com calma, conversar, demorar-se o quanto desejassem. Nenhum compromisso, naquele dia, os aguardava. A noite poderia ser encerrada a hora que desejassem.
Com esse espírito é que fizeram seu pedido e aguardaram que os pratos solicitados chegassem.
O serviço do restaurante acabou por se revelar extremamente lento, e um dos senhores começou a reclamar: “o garçom parece uma lesma! Onde é que ele pensa que está? Acho que está fazendo isso de propósito.”
E assim foi durante todo o jantar. Uma ladainha de reclamações.
Reclamou da comida, da louça, dos talheres e de todos os detalhes que descobriu não lhe agradarem.
Ao final da refeição, o garçom chegou e lhes ofereceu duas sobremesas, a título de cortesia.
“É como uma compensação”, disse gentil, “pela demora do serviço.
Estamos com falta de pessoal, hoje. Houve um falecimento na família de um dos cozinheiros, e ele não veio trabalhar.
Além disso, um dos auxiliares avisou que estava doente, na última hora. Espero que a demora não lhes tenha causado nenhum aborrecimento.”
Enquanto o garçom se afastava, o homem descontente resmungou entre os dentes, deixando escapar a sua irritação: “mesmo assim, nunca mais vou voltar aqui.”
Este é um pequeno exemplo de como contribuímos para nosso próprio sofrimento.
Levando a questão para o lado pessoal, como se tudo fosse feito de propósito contra nós; imaginando que as pessoas e o mundo giram em torno de nós, nos tornamos infelizes.
No caso apresentado, o resultado foi uma refeição desagradável para ambos.
E com grandes possibilidades de, por causa da irritação, terem problemas de saúde, na seqüência. A comida ingerida lhes fazer mal.
Além, é claro, do aborrecimento, do desconforto, ante tanta reclamação. E tudo podia ter sido resolvido de forma tão fácil, com um pouco de paciência e tolerância.
Convenhamos, ainda, que se a pessoa olhasse ao redor e tivesse um mínimo de sensibilidade, teria podido constatar que havia falta de pessoal, que os que estavam trabalhando se esforçavam ao máximo.
Isso, se não olhasse somente para si mesmo.
Jacques Lusseyran, cego desde os oito anos de idade, foi fundador de um grupo de resistência na segunda guerra mundial.
Acabou sendo capturado pelos alemães e encarcerado em um campo de concentração.
Mais tarde, quando relatou as suas experiências no campo de prisioneiros, afirmou: “Percebi que a infelicidade chega a cada um de nós porque acreditamos ser o centro do universo. Porque temos a triste convicção de que só nós sofremos de forma insuportável. A infelicidade é sempre se sentir cativo na própria pele, no próprio cérebro.” Pensemos nisso.


PARA SER FELIZ:
Acorde todas as manhãs com um sorriso. Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz.
Seja seu próprio motor de arranque.
O dia de hoje jamais voltará. Não o desperdice. Você nasceu para ser feliz!
Enumere as boas coisas que você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!
Trace objetivos para cada dia. Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez. Seja paciente.
Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, ajuda você a manter a dignidade.
Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente, seja especial.
Quando nos deixamos vencer, não há surpresas, nem alegrias...
Conscientize-se de que a verdadeira felicidade está dentro de você. A felicidade não é ter ou alcançar, mas ser e doar-se.
Estenda sua mão. Compartilhe. Sorria. Abrace. Deixe-se envolver pelo afeto.
A felicidade é como um perfume. Você o passa nos outros e o cheiro fica um pouco em suas mãos.
E quando você se deixa envolver por essa fragrância especial, ao abraçar alguém deixa um pouco do seu cheiro, pois esse perfume é contagiante.
O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor, é que isso produz efeitos colaterais maravilhosos.
Não só cria um halo de conforto para os que estão ao seu redor, como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas.
O tempo para ser feliz é agora. O lugar para ser feliz é aqui!
A felicidade está ao alcance de todos, mas somente as pessoas especiais a têm alcançado. E sabe porquê?
Porque as pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros.
Elas são honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e estão certas de que o amor é parte de tudo.
As pessoas especiais praticam a arte de se doar aos outros, e de ajuda-los com as mudanças que surgem em seus caminhos.
As pessoas especiais não temem dividir seus conhecimentos, compartilhar seus sonhos, suas alegrias.
Elas não têm medo de ser vulneráveis; acreditam que são únicas e têm prazer em ser quem são.
As pessoas especiais são aquelas que se permitem a ventura de estar próximas dos outros e importar-se com a felicidade alheia.
Elas sabem que o amor é o que faz a diferença na vida.
As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida bela.
E você, também é uma dessas pessoas especiais?


Pense nisso!
Todas as pessoas são especiais.
Todas foram especialmente geradas pelo amor do criador do universo, que enfeita o céu com as estrelas e coloca na intimidade de cada ser, uma centelha de luz.
Compete a cada pessoa fazer brilhar sua própria luz, conforme o convite de Jesus.
Se você ainda tem alguma dúvida sobre que atitudes tomar para ser feliz, anote estas ligeiras dicas e as realize.
Em breve verá que novos horizontes se abrem mostrando uma realidade diferente: a realidade das pessoas felizes.

Fontes de consulta:


• Textos da Redação do Momento Espírita, a partir de fato da vida de Andrew Carnegie.
• Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em cap. Da obra a arte da felicidade, de Dalai Lama e Howard Cutler
• Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em textos de autorias desconhecidas.

 






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