Palestra adaptada e apresentada por Sérgio Avelhaneda na
Sociedade Allan Kardec de Estudos Espíritas de Birigui, SP em 09.07.06


Todos nós temos algumas idéias que consideramos muito importantes em nossa vida, e essas coisas são os nossos valores, são nossos sonhos, nossa metas... e vivemos de acordo com esses valores e seremos até capazes de morrer por essas idéias, porque acreditamos serem elas as mais certas e por isso são preciosas.
É surpreendente observar com que freqüência as pessoas deixam de perceber que seus valores profundos são tão únicos quanto as suas digitais.
Quando não temos consciência disso, sacrificamos determinadas coisas para obter o que os outros consideram mais importante.
Um administrador de uma grande companhia de seguros descobriu, um dia, que tinha câncer de cólon.
Ele foi o primeiro de uma família de agricultores a freqüentar uma faculdade. Por isso, foi aluno excepcional.
No seu meio, era conhecido como um homem ambicioso, politicamente esperto, que fazia da carreira a sua própria vida.
Seu câncer foi descoberto bem cedo e o prognóstico era excelente. Findo o tratamento, seus colegas esperavam que ele retornasse ao trabalho bem depressa, reassumindo suas funções.
Entretanto, dois dias depois de recomeçar, ele abandonou seu cargo. A empresa imaginou que ele tivesse recebido uma proposta melhor de outra empresa. Mas não era isso. Ele parou de trabalhar durante um ano.
Depois, comprou um belo pedaço de terra e mudou-se com a família para a propriedade. Tornou-se agricultor.
Disse ele: desde o instante em que acordei da cirurgia, tive certeza de que estava vivendo uma vida que não era a minha. Sofri muitas pressões dos meus pais para alcançar o sucesso.
Eles estavam muito orgulhosos por eu ter escapado da vida dura que levavam há tantas gerações.
Deixei-me envolver pelo desafio, querendo vencer. Mais tarde, simplesmente continuei a me esforçar. Até que, em algum momento, deixei de ouvir a mim mesmo.
Meu pai era um agricultor, como tinha sido seu pai e o pai de seu pai. Ele detestava o trabalho que fazia, mas eu sou diferente. Eu compreendo a terra. Ela é importante para mim.
Conheço este trabalho como conheço a mim mesmo. Sinto que pertenço a este lugar.
Quando me sento na varanda de minha casa, admirando o imenso mar verde da plantação, que dança gentilmente ao vento, sinto-me feliz.
As rosas que plantei, contornando a casa, me trazem o perfume do final da tarde. E o mundo dos negócios está a anos-luz de distância.
Eu me sentia muito orgulhoso de estar vivendo, pessoal e profissionalmente, de acordo com os meus desejos. Foi difícil enxergar que eu tinha me vendido de uma maneira tão completa que nem conseguia perceber.
Agora eu sei que não importa o que se faça, mas sim como se faça. É isto que nos alegra o viver e nos permite oferecer ao mundo o que há de melhor em nós.
Isto se chama integridade. Já encontrei a minha.


Nossa vida é o negócio mais importante que devemos atender. Fazer as contas de quando em quando é saudável e necessário.
E se descobrirmos que estamos operando no vermelho, que nosso capital não tem crescido, que as nossas perdas são maiores do que nossos ganhos, não temamos reajustar, mudar.
Não concluamos nossa vida em completa bancarrota. Invistamos na felicidade, fazendo aquilo que gostamos de fazer. Assim, o mundo receberá de nós a nossa melhor cota, a nossa maior contribuição.


Existe um personagem de desenhos animados infantis que tem um certo toque de mistério e magia.
Seu nome é Gato Félix. A todo lugar que vá, ele leva a sua maleta. É uma maleta especial, pequena. E tudo o que ele deseja, tira da dita maleta.
Se for hora do lanche, ele encontra frutas, sanduíches e sucos. Se necessitar fazer um conserto, as ferramentas lá estão. Sempre as certas e precisas.
Se chover de repente, basta abrir a maleta para encontrar capa, guarda-chuva, botas. E assim em qualquer situação.
Cada um de nós também possui uma pequena mala de mão, em nossa vida, mais ou menos parecida com a do personagem infantil.
Quando a vida começa, temos em mãos a pequena mala. À medida que os anos passam, a bagagem, dentro dela, vai aumentando.
É que vamos colocando tudo o que recolhemos pelo caminho. Algumas coisas muito importantes. Outras, nem tanto. Muitas, dispensáveis.
Chega um momento em que a bagagem começa a ficar insuportável de ser carregada. Pesa demais.
Nesse momento, o melhor mesmo é aliviar o peso, esvaziar a mala.
Você examina o conteúdo e vai pondo para fora.
Amor, amizade. Curioso, não pesam nada.
Depois você tira a raiva. Como ela pesa! Na seqüência, você tira a incompreensão, o medo, o pessimismo.
Nesse momento, você encontra o desânimo. Ele é tão grande que, ao tentar tirá-lo, ele é que quase o puxa para dentro da mala.
Por fim, você encontra um sorriso. Bem lá no fundo, quase sufocado.
Pula para fora outro sorriso. E mais outro. Aí você encontra a felicidade.
Mas ainda tem mais coisas dentro da mala. Você remexe e encontra a tristeza. É bom jogá-la fora.
Depois, você procura a paciência dentro da mala. Vai precisar bastante dela.
E também procura a força, a esperança, a coragem, o entusiasmo, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância e o bom e velho humor.
A preocupação que você encontrar, deixe de lado. Depois você pensa no que fazer com ela.
Bem, agora que você tirou tudo da sua mala, deve arrumar toda a bagagem.
Pense bem no que vai colocar lá dentro de novo. Isso é com você.
E depois de toda a bagagem pronta, o caminho recomeçado, lembre de repetir a arrumação vez ou outra.
O caminho é longo até chegar ao final da jornada, e você terá que carregar a mala o tempo todo.
E quando chegar do outro lado, é bom que em sua bagagem tenha o máximo de coisas positivas, como boas obras, amizades, carinho, amor.
Porque isso tudo não pesa na sua bagagem, enquanto na terra. Mas quando for colocada na balança da justiça, para além da existência física, pesará e muito, positivamente.


A vida é uma grande viagem. Durante um tempo excursiona-se pelas paisagens terrenas.
É um período para estudar, trabalhar, progredir.
Um dia, retorna-se para a estação espiritual. É o momento de contar as conquistas e as perdas. Os erros e os acertos.
Que a nossa bagagem, nesse dia, possa estar repleta de virtudes, o bem praticado, afetos conquistados para nossa própria e grande felicidade.


Cada dia que amanhece é uma página em branco, para que possamos escrever mais um capítulo da nossa própria história.
É uma oportunidade renovada pelo Criador, para que conquistemos nosso objetivo maior, que é ser feliz.
Afinal, quem não deseja ser feliz?
Para dar uma pequena ajuda, anotamos algumas atitudes que vão ajudar você a encontrar sua felicidade:
Aceite-se tal como você é, incondicionalmente.
Você não é o tamanho da sua conta bancária, o bairro onde mora, a roupa que usa ou o tipo de trabalho que faz.
Você é, como todo mundo, uma mistura extremamente complexa de capacidades e limitações.
Goste daquilo que você tem.
Valorizar o que se tem – em vez de lastimar-se pelo que não se tem ou não se pode ter – leva a uma felicidade maior.
Compreenda que a satisfação completa não existe.
Se você acha que é possível ter uma vida perfeita, viverá em eterna frustração.
Altos e baixos, alegria e tristeza, entusiasmo e decepção são partes integrantes da existência. Lute sempre para melhorar e alegre-se com suas conquistas.
A sua vida tem um propósito e um sentido.
Você não está aqui apenas para preencher um espaço ou ser um figurante no filme de outra pessoa.
O mundo seria diferente se você não existisse. Cada lugar onde você esteve e cada pessoa com quem você já falou seriam diferentes sem você.
Os acontecimentos são temporários.
O tempo realmente cura tudo. Nossas decepções são importantes e sérias, mas a tristeza passa e a vida nos leva por novos caminhos. Dê tempo ao tempo.
Não esqueça de se divertir
Reserve, todos os dias, algum tempo para se divertir, rir e relaxar a mente.
Seja flexível.
Muitas vezes, quando queremos estar na companhia de nossos amigos e parentes, queremos que as coisas aconteçam exatamente como desejamos. Se todas as pessoas lidassem com as relações dessa maneira, ninguém se sentiria feliz.
Seja seu próprio fã.
Precisamos confiar em nós mesmos com força e constância. Quando sentir desânimo, reconheça-o, mas não se entregue a ele. Procure supera-lo e seguir em frente.
Abra-se para novas idéias.
Nunca pare de aprender e de se adaptar. O mundo está sempre mudando. Não deixe sua vida girar em torno de uma coisa só. A vida é feita de muitas facetas diferentes.
A obsessão por alguma coisa nos torna incapazes de usufruir outras e nos faz perder oportunidades de beleza e alegria.
Você não tem que vencer sempre.
As pessoas ultracompetitivas, que precisam vencer sempre, terminam usufruindo menos as coisas. Quando perdem, ficam muito frustradas, e, quando ganham, era isso o que esperavam, de qualquer modo. Sobretudo não se harmonizam com o ritmo natural da vida, que é feito de ganhos e perdas.
Não se concentre nas tragédias do mundo, mas em suas esperanças.
Muitas coisas tristes acontecem em nosso mundo, mas, em vez de concentrar-se nelas, tenha esperança no futuro. Pense em quantos avanços já houve e no potencial do mundo.
Se você tiver esperança, sentirá estímulo e contribuirá para as mudanças. Se sua perspectiva for pessimista, achará que não adianta fazer nada e perderá o ânimo.
Preste atenção. Você talvez tenha o que deseja.
A tendência humana é sempre querer mais. Por isso é tão importante nos darmos conta do que temos e do que conseguimos alcançar durante a vida.
Essas são apenas algumas atitudes que podem ajudar você a escrever uma história diferente a partir de hoje.
Foram extraídas do livro “os 100 segredos das pessoas felizes”, e são resultado de pesquisas feitas pelo dr. David Niven, Ph.D. que dá aulas na Florida Atlantic University.
Por suas pesquisas o autor recebeu prêmios da Universidade Estadual de Ohio e da Universidade de Harvard.
Se você deseja realmente ser feliz, vale a pena anotar essas dicas e realmente tentar vive-las.
Eu estarei sempre torcendo por você...


Bibliografia: Esta palestra foi montada com base em vários textos extraídos do site www.momento.com.br



 

 

 



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