Já não
és meu.
Enquanto o sono me carrega
Mãos de gaivotas famintas
procuram a cama de mares antes navegados,
e perdem o rumo do seu destino.
Pés e mãos
fazem parte
de um estranho ritual de marionetes loucos,
gestos desconexos,
acostumados à geografia do teu espaço.
Já não
sou tua, e o que me importa?
Apenas o corpo perde o costume muito devagar.
És apenas um vulto que se dissolve
cada dia mais na neblina do passado.