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Encontro-te, na saudade que ilumina meus olhos,
Num silente sorriso, que brinca teu nome no interstício das horas.
E na inquieta liberdade dos sonhos,
Onde minh’alma despe intenções.

Existe tanto a ser dito...
Mas só tua ausência flui em longas horas de espera,
É quando me perco por caminhos e destinos.
Entre grilhões, aprisionaste tua lembrança.

No aconchego de inúteis palavras,
Desce silenciosa uma lágrima...
Denunciando a dor
Deste contrito coração.

Descerram-se as ilusões num soletrar de lembranças...
Palavras choram silêncio,
Versos emudecem...
No gotejar da tua inexistência.

Encontro-te no silêncio que me atinge
nas lembranças que ferem e fazem escorrer pranto de meus olhos
No sorriso que se ausentou de minha face
Na solidão pela perda de nossos sonhos.

Tantos momentos quietos...
e tanto que poderia ter sido entre nós superado
Ainda guardo em meu peito as mais ternas palavras
Mas luto contra a distância e as horas que nos separam.

Na máscara que no rosto coloquei
Os olhos denunciam o meu querer
A certeza de um amor sem fim
Visivel na vida que restou em mim.

Palavras silenciam na noite
As dor não seca os veios que se fazem profundos
Minha alma na lembrança de teu olhar se perde
enquanto o pranto esconde o teu vulto.

Sandra
20/10/05


Theca Angel
20/01/06